03/06/2021 às 14h10min - Atualizada em 03/06/2021 às 14h10min

Orleans: Esculturas do Paredão passa por limpeza e manutenção

Foto: Antonio Rozeng
O Centro Universitário Barriga Verde (Unibave) realizou hoje pela manhã o trabalho de limpeza e manutenção nas Esculturas do Paredão, em parceria com a Prefeitura de Orleans. No local foi aplicado herbicida, para remover o limo e evitar que a vegetação danifique as esculturas. Ainda foi realizada a poda de arvores e arbustos que possam impedir a visualização da obra do artista José Fernandas, o Zé Diabo.

Todo o trabalho foi realizado com sete pessoas e ainda o auxílio de um caminhão munck, já que as esculturas ficam acima dos 20 metros. O trabalho durou toda a manhã e na parte da tarde funcionários da prefeitura realizaram a limpeza da rua, recolhendo a vegetação arrancada da obra. Conforme a diretora do Museu ao Ar Livre, Valdirene Böger Dorigon, a limpeza é feita uma vez ao ano. “É necessário esse trabalho para conservação da obra, permitindo que as futuras gerações tenham acesso ao bem”, disse.

O prefeito Jorge Koch esteve no local e exaltou a importância de conservar a memória e o patrimônio cultural para as futuras gerações. “Zé Diabo, um Orleanense, um dos maiores artistas do sul de Santa Catarina e merece ter a sua memória preservada e suas obras valorizadas, para que todos que visitem a região conheçam quem foi o Zé Diabo”, declarou o prefeito.

Koch ainda lembrou do pórtico da entrada da cidade, outra obra com as digitais de Zé Diabo, e que deve ser restaurada pelo Unibave até agosto. O monumento foi erguido para marcar o centenário da cidade e contém imagens esculpidas na pedra, que faz parte do conjunto de obras do artista.

Sobre o paredão

A ideia de esculpir a paredão, nasceu em 1977, e o projeto inicial previa 26 painéis. A obra iniciou em 1980 e foi paralisada em 1987. Onde o Padre João Leonir Dall'Alba, fundador da Fundação Barriga Verde (Febave) e hoje mantenedora do Unibave, contratou o artista Zé Diabo para fazer a obra. Em 1983, um convênio com a Fundação Catarinense de Cultura chegou a colaborar com a obra. Mas por falta de verbas os trabalhos foram paralisados.




Colaboração: Assessoria Unibave

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