20/12/2020 às 11h46min - Atualizada em 20/12/2020 às 11h46min

SÁBADO SERTANEJO: terceiro dia de Live Cultural em Cocal do Sul

O Prefeito Ademir Magagnin esteve no local prestigiando as apresentações da noite deste sábado (19).

Ana Paula Nesi
Fotos: Ana Paula Nesi
Sábado sertanejo neste, dia 19, na penúltima noite de apresentações na Live Cultural promovida pela Prefeitura de Cocal do Sul. Através do terceiro edital com auxilio emergencial da Lei Aldir Blanc, quatro noites de show foram preparadas com músicos sul-cocalenses. O evento que iniciou na quinta, vai até este domingo, com muita música boa, transmitido das 19h às 23h pelo Canal do YouTube Cultura Cocal do Sul e Facebok da Prefeitura.
 
“Para nós é uma alegria enorme, pois a gente viu como se transformou e um evento grande, que através das redes está chegando em muitas famílias e lares”, disse o Prefeito Ademir Magagnin que prestigiou a noite sertaneja acompanhado da esposa, Fátima. “Eu gosto de participar e prestigiar, principalmente o pessoal que está envolvido no projeto e as bandas. É muito legal. Está muito bem organizado”, citou Ademir que diz ver muito profissionalismo no trabalho da equipe. “Essa é a filosofia da nossa administração, sempre primamos por essa linha de comportamento, o que tiver que fazer, fazer bem feito”. Magagnin lamentou a pandemia de Covid-19 e o fato de não poder estar realizando o evento na Praça da cidade, com a população presente como já e tradição no Cocal Luz.
 
AS ATRAÇÕES DA NOITE
 
Quem abriu as apresentações na terceira noite de Live, foi Henrique Munhoz, que é nome artístico de João Paulo Alexandre que há 16 anos atua no mercado artístico musical da região. “O nome Henrique Munhoz veio de outro projeto, o Henrique e Heron. Ano passado abrimos o show do Daniel, mas infelizmente não deu certo a dupla, mas devemos voltar com a marca em um novo projeto no próximo ano”, contou o artista que ainda não consegue sobreviver apenas com o trabalho na música. “Ainda não é possível e a pandemia complicou um pouco a situação”, lamentou ele que ressaltou a importância da Lei Aldir Blanc para a cultural local. “Grandiosa a importância, pois vai ajudar muita gente. Nossa classe musical está precisando”, completou Munhoz que se apresentou ao lado de sua banca composta por Guilmer no Cajon; Paulo no violão e guitarra e Alex na gaita.

 
 
A segunda apresentação ficou por conta de Maicon Lillo, sul-cocalense de 26 anos que há dez, luta por um sonho: viver da música. “Já são dez anos de carreira em busca de um sonho ainda para realizar, sempre é um objetivo a mais. O que a gente trouxe para essa noite foi um show para cima, divertido, bem animado, com bastante modas clássicas sertanejas, de tudo um pouco na verdade, para alegrar o público”, afirmou Maicon.
Quem compõe a banda junto com ele, é Marcelo Almeida no contrabaixo; Daniel Machado na bateria e Adrian Tairan na produção.


 
O horário das 22h as 23h foi espaço para o sertanejo de Diego Damazio e Banda. Damazio que começou a tocar aos treze anos contou que já são 20 anos vivendo uma paixão que é a música. “Estamos nessa formação já a quase oito anos e não estamos tocando no momento por conta da pandemia, mas para nós, participar desta live aqui é motivo de grande satisfação. Estamos muito feliz e esperamos ter contribuído para a cultura local”, declarou. O músico falou ainda do impacto que a pandemia trouxe para a cultura e a importância da lei de incentivo. “A lei é importante, já que o setor mais prejudicado foi o setor de eventos. Quem é músico, quem vive da noite, foi muito afetado. Essa lei veio em um bom momento e esse fomento a cultura e aos artistas é fundamental. A gente fica muito feliz de ser lembrado pelos governantes”.
A banda é composta, além de Damazio, por Diego Dajori na gaita, Maicon Rocha na bateria e Eder Perdoná no baixo.
 

 
Quem encerrou a noite foi Arthur Villar. O jovem sul-cocalense de 25 anos, contou que começou com o violão aos 11 anos e aos 17 passou a tocar contrabaixo com bandas da região em baladas e eventos. Há 3 anos deu inicio ao sonho da carreira profissional como cantor. “A música é uma renda complementar e uma paixão”, citou Villar que cantou ao som de Moisés na bateria, Marcio no baixo, Everton na gaita, Evandro no backing vocal e violão e Andre na guitarra e violão.
 
“Estamos nos adaptando. Infelizmente a gente está passando por esse momento e não há muito o que fazer, além de esperar e torcer para a vacina chegar, para podermos voltar a tocar, se abraçar e festar tranquilo todos juntos”, diz Arthur que pretende continuar com as lives após tudo passar, devido ao alcance e retorno positivo das pessoas que acompanham seu trabalho. “Já falei com a banda e pretendemos continuar fazendo as transmissões, pode ser uma live lá no show, interagindo com os dois públicos”, idealiza.
 
O cantor sertanejo lembrou ainda da chegada da pandemia de coronavírus. “Todo mundo estava crescendo, começando a se apresentar mais, tocar mais, ai veio a pandemia e cortou tudo. Graças a Deus tenho uma outra fonte de renda, mas tenho colegas passando por muita dificuldades já que sobreviviam de eventos. É fácil para ao artista grande porque ele é milionário, mas o artista pequeno não”, ressaltou, visando mostrar a importância de leis como a Aldir Blanc.
 
“Apesar da dificuldade que estamos passando, é gratificante proporcionar para o pessoal de casa alguma coisa diferente que é a live, levando um pouco de alegria nesse momento de tristeza”, finalizou.
 

 
A ORGANIZAÇÃO
 
“O Governo proporcionou um recurso para que nós pudéssemos dividir com as bandas, projetos e espaços culturais. Após a liberação deste recurso, acionamos a gerência de cultura para irmos atrás para desenvolver o projeto da lei, que não é tão simples”, contou o Prefeito Ademir Magagnin que elogiou o trabalho de toda equipe. “O setor de cultura trabalhou muito rápido para que todos estes artistas fossem comtemplados. A lei veio na hora certa. A classe artistica passou por um ano de muitas dificuldades, já que houve a redução de oportunidades de se apresentarem em shows, bares, casamentos e outros eventos”, finalizou o Prefeito.


 
O Representante do comitê gestor, Marcos Filipe dos Santos, citou o aprendizado que toda organização trouxe. “Foi bacana, eu aprendi muito. O governo lançou a lei sem muitas explicações, então estava todo mundo meio perdido no inicio, sem saber o que fazer. No fim, cada município deveria fazer da sua maneira e encaixar a lei conforme o seu espaço e cultura e assim fizemos”, falou Marcos que disse ter ficado muito feliz com o resultado. “A live é nosso terceiro edital. No edital I foram contemplados sete espaços culturais para manutenção e despesas e o edital II beneficiou a compra de cinco projetos culturais sul-cocalenses, que inclui o espetáculo musical da escola Jonatas João, que ocorreu também na noite deste sábado”, esclareceu.
 
Toda estrutura de som e iluminação foi ofertada por Lukas Carara, trabalhador do setor de eventos, que não acreditava que a pandemia fosse durar tanto tempo. “Vínhamos fazendo um trabalho constante, com uma agenda bem bacana, mas a gente não esperava, estamos ai a quase um ano sem poder trabalhar”, contou lembrando também da responsabilidade que ele tem na organização de todo evento. “Eu tenho um cuidado para que o evento aconteça todo certinho, para que os artistas saiam daqui satisfeitos, com todos os equipamentos funcionado certinho”, citou.
Carara finalizou citando a importância do incentivo cultual do governo. “A lei veio para dar um respiro, para dar um folego para aquele artista, talvez que, já estava pensando em parar, mas com esse recurso pode voltar a pensar em ‘vou continuar, me dedicar na minha música’, então ajudou bastante”.


 
A LEI
 
O terceiro edital da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc (Lei nº 14.017/2020), que trata da produção da Live Cultural, custou R$ 71.143,34, e foi dividido em três modalidades. A produção com sonorização, transmissão, iluminação, com valor de 15 mil. O credenciamento de músicos, bandas e apresentadores para a apresentação que teve investimento total de 51 mil, onde foram contratados 16 atrações por 45 mil e os apresentadores por 6 mil, previamente cadastradas no mapa cultural do município. A locação de espaço teve um custo de R$ 5.143,34.

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Confira as imagens da noite sertaneja, no terceiro dia de live cultural com recursos da Lei Aldir Blanc em Cocal do Sul....

Publicado por Portal Cocal em Domingo, 20 de dezembro de 2020

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