23/11/2020 às 10h45min - Atualizada em 23/11/2020 às 10h45min

​Ocupação de leitos da UTI do SUS chega a 86,4% na região sul de SC

Neste domingo (22), dos 184 leitos ativos, apenas 25 estavam disponíveis.

Ana Paula Nesi
Foto: Ilustração
O Governo do Estado de Santa Catarina divulga diariamente os números referentes ao coronavírus e na atualização deste domingo (22), os relatórios mostraram a região sul, na qual se encontram a AMREC e a AMESC e AMUREL, com um total de 52.789 casos positivos da doença ficando atrás apenas da Grande Florianópolis com 71.851 casos. No número de óbitos, a região sul registra 614, atrás apenas do Planalto Norte e Nordeste com 630 mortes.
 
Mas um dos números que tem preocupado muito os infectologistas de toda região, é o da disponibilidade de leitos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A região sul tem 86,4% dos leitos de UTI do Sistema Único de Saúde (SUS) ocupados. Nos dados de ontem, dos 184 leitos ativos, apenas 25 estavam disponíveis. Do total 63 estão ocupados por pacientes de Covid-19, enquanto outros 96 ocupam-se por outras enfermidades.



Em toda Santa Catarina 550 pacientes se encontravam em tratamento para Covid-19 na UTI, neste domingo. Deste total, 469 em leitos SUS e 81 em rede privada. A ventilação mecânica precisou ser utilizada em 223 destes casos, sendo 183 pelo SUS e 40 pela rede privada de saúde.


 
O pneumologista Renato Matos, em entrevista ao Programa Adelor Lessa na Radio Som Maior na manhã desta segunda-feira (23), mostrou preocupação e fez um alerta. “Tivemos uma situação tranquila há poucas semanas, mas agora vivemos uma situação que pode ser insustentável nos próximos dias. UTIs trabalhando já no seu auge de atendimento, os médicos cansados com um número de atendimentos imensos”, declarou. 

Com a alta de internações que em Criciúma chegou a 147, a preocupação é que faltem leitos. A região da AMUREL já está em nível de alerta gravíssimo no Mapa de Risco Potencial do coronavírus, e com os números na AMREC aumentando dia a dia, o receio é que esta semana, a região passe também para o alerta vermelho, o que significam mais restrições no ponto de vista social, mas que podem culminar em agravamentos no ponto de vista econômico da região.
 
Segundo o pneumologista, a alta nas internações ultrapassa 400% se comparada há poucos meses atrás em que o número era de 20, em Criciúma. “Hoje tenho receio de que, se for infectado e precisar de um hospital nos próximos dois ou três dias, não tenha onde ser internado”, afirmou Renato que avisa que precisa deixar isso claro para a população. “Tudo que fizemos lá atrás foi para evitar esse momento em que os serviços de saúde não conseguissem mais atender as pessoas, e estamos próximos disso”, disse.
 
O médico alertou para que o poder público tome providências com relação as restrições. “Medidas mais pesadas tem que ser tomadas pelo poder público e de maneira acelerada, se não pagaremos um preço alto por isso”, comentou, pedindo que ACIC e CDL se reúnam com Prefeitos e setores públicos pedindo medidas mais urgentes nessa área.



 
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