16/11/2020 às 18h54min - Atualizada em 16/11/2020 às 18h54min

​COVID-19: Estamos em “uma segunda onda muito forte e muito intensa, que vai piorar”, alerta o presidente da Unimed

Afirmação foi feita em entrevista nesta segunda-feira (16), para a Rádio Eldorado de Criciúma.

Ana Paula Nesi
Foto: Prefeitura de Imbituba/Divulgação
O médico e presidente do Hospital Unimed, Leandro Avani Nunes afirmou em entrevista para a Radio Eldorado nesta segunda-feira (16), que estamos no segundo maior pico de Covid-19 desde os primeiros registros da doença na região, em março.
 
No hospital da Unimed, uma terceira Unidade de Tratamento Intensivo foi aberta para auxiliar no tratamento dos pacientes com coronavírus. No total, são 13 internações em UTI e 36 pacientes em tratamento hospitalar no dia de hoje com a doença, somente na unidade privada. O presidente lembra que no pior período da doença, o hospital registrou 18 pacientes em UTI e 45 na internação. “Estamos muito perto disso novamente, então já podemos dizer que é uma segunda onda muito forte e muito intensa, que já está muito alta no inicio e que a gente tem certeza que vai piorar”, alertou Leandro.
 
Quanto aos infectados, o presidente afirma que os dados mostram que 80% são assintomáticos e nem vão sentir que tiveram o vírus, os outro 20% vai ficar doente e destes doentes, um total de 2% vai ficar em estado grave. Porém uma alta repentina nos números preocupa o profissional da saúde. “Agora houve uma disseminação em massa e dentro dela, aumentou essa quantidade de 20% de doentes. A contaminação desta vez foi muito grande”, contou ele, lembrando que devido ao calor, houve o aumento de pessoas na praia, em festas e eventos. “Não falo de eventos organizados, em que as pessoas tomam o devido cuidado com máscaras, distanciamento, mas de descuido”, alegou, lembrando-se das aglomerações e festas clandestinas sem o devido cuidado sanitário que foram registradas na região.
 
“Agora teremos o reflexo dessa última semana. Já temos candidatos, eleitores que faziam campanhas infectados e ainda virá todo o reflexo das eleições, pois a eleição não inibiu o vírus de se propagar, embora fosse essa a sensação”, ressaltou Leandro.
Na região, muita aglomeração, descuido com as medidas sanitárias básicas em tempo de pandemia, como o uso de máscaras e distanciamento social, foram observadas durante o pleito eleitoral e principalmente após os resultados com as festas de comemoração nos municípios.
 
Para garantir o atendimento as pacientes, a Unimed recebeu hoje cinco novos respiradores para expansão de mais leitos de UTI. “Os fatos de hoje são que as pessoas estão se infectando, estão ficando doentes e estão ficando graves. Isso não é politica, não é especulação, não é o que eu penso, isso é fato. Nosso trabalho agora não é determinar o que as pessoas vão fazer, mas dar o melhor atendimento para aqueles que precisarem”, declarou o presidente.
 
O médico lembrou ainda, do pequeno lockdown feito em março pelos governantes “Aquilo foi muito útil para que não juntassem os picos que a gente vem observando pelo coronavírus”, afirmou.
Segundo ele, devido ao fechamento, no pico de março e abril os hospitais conseguiram dar todo atendimento necessário, minimizando muito as mortes e sequelas dos pacientes. “A estrutura hospitalar de saúde, tanto privada quanto do SUS foi suficiente”, declarou.
 
O segundo pico da doença foi registrado entre os meses de junho e primeira semana de agosto. “Os números baixaram bem nas últimas três semanas de agosto, onde houve um relaxamento, eu diria que uma irresponsabilidade individual, pois o individuo é responsável pelos seus atos e descumpriu algumas regras mais básicas”, avaliou o médico que ressaltou mais uma vez termos chego ao terceiro pico que já ultrapassou os números do primeiro em março e deve chegar aos números do maior pico de junho, julho e agosto, tendo como principal causa, o descuido das pessoas com as regras sanitárias de prevenção.  
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