28/10/2020 às 08h51min - Atualizada em 28/10/2020 às 08h51min

​Servidor público: dia de comemorar?

Data em que muitas repartições públicas fecham pelo país, será marcada por protestos e ações de conscientização por meio dos sindicatos da categoria

Ana Paula Nesi
Foto: Reprodução Facebook/Siserp
No dia 28 de outubro, comemora-se o dia do servidor público. A data porém, em que muitas repartições públicas e serviços fecham, vai também ser usada como um dia de protesto em muitos cidades do país.
 A Federação dos Trabalhadores Municipais de Santa Catarina (Fetram), convocou todos os seus sindicatos associados para realizarem atos de conscientização, panfletagens, ações nas mídias sociais, passeatas ou outras atividades. “O Brasil homenageia o trabalhador e a trabalhadora que garantem à população o acesso a direitos à saúde, educação, segurança, assistência social, ente outros. Por isso, mais do que um dia de celebração, será um dia de luta contra a Reforma Administrativa, que ameaça a existência dessa categoria”, afirma a Federação em sua rede social.
 
A reforma mencionada é a PEC 32/2020, apresentada em setembro na câmara dos deputados. Chamada pelo governo de PEC da Nova Administração Pública, a proposta, se aprovada, alterará 27 trechos da Constituição e introduzirá 87 novos, sendo quatro artigos inteiros. As principais mudanças tratam da contratação, da remuneração e do desligamento de pessoal, e serão válidas somente para quem ingressar no setor público após a aprovação das medidas.
 
Segundo o Presidente da Fetram, Lizeu Mazzione, em um bate-papo sobre a PEC: “A reforma vai destruir o Estado democrático de direito e construir um Estado autoritário”.
 
Em Criciúma, o então Presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Criciúma e Região (Siserp), Reginaldo de Oliveira Bernardo, diz que as ações de hoje serão voltadas à reflexão dos servidores e da população por meio de conteúdo em vídeo e texto. “Nosso principal objetivo é mostrar a importância do serviço público e valorização de quem faz os projetos de governos se concretizarem: os servidores que estão em todos os lugares da Cidade”, afirma Reginaldo.
 
A Fetram deixa ainda um lembrete em sua campanha de parabenização aos servidores: “As unidades básicas de saúde, o SAMU, as UPAs, os hospitais, as creches, as escolas, a previdência e a assistência social, o esporte, a cultura, a segurança de ir e vir, a limpeza dos espaços públicos, a jardinagem, a manutenção das estradas e ruas, a água e o esgoto sanitário, a energia elétrica; Em todos esses serviços públicos que melhoram a vida do povo, são os trabalhadores e as trabalhadoras, chamados de servidores públicos, que atendem toda população”, destacam.
 
Confira na integra o material divulgado hoje pelo Siserp, que atende as cidades de  Criciuma, Cocal do Sul ,Treviso,  Siderópolis, Urussanga e Nova Veneza.
 

O QUE TEMOS A COMEMORAR?
 
No dia 28 de outubro “Comemoramos” o dia do trabalhador do Serviço Público. Estamos, cada vez mais, à margem do processo de exclusão das mais variadas formas. Vejamos: Para atender as exigências do capital estrangeiro defla-grou um processo de desregulamentação de direitos trabalhista e previdenciários, conquistados ao longo do tempo e contidos na constituição de 88.
Somos os executores de um Projeto Político avalizado pela sociedade por meio do voto, contudo, a nossa história nos mostra que não possuímos, perante essa mesma sociedade, o devido reconhecimento pelo carinho, atenção e dedicação que temos nos serviços prestados.
Para sermos respeitados e reconhecidos enquanto profissionais, na mais diferente área social, devemos prestar serviço de qualidade à população. População essa, tão sofrida e aleijada dos seus direitos e dignidade.
Embora não tenhamos muito que comemorar nesse dia, temos as nossas lutas, às lutas dos demais trabalhadores brasileiros, pois esses problemas não são “privilégios” nossos.
A política neoliberal, política de Estado mínimo favorece o processo de exclusão social, privilegiando a minoria deten-tor do capital. Este é o país do sem-terra, sem teto, sem trabalho, sem comida, da desigualdade e da injustiça.
Até quando suportaremos essa condição de miserabilidade?
Devemos erguer a bandeira da justiça social e lutarmos, conjuntamente, para a erradicação desse estado de miséria absoluta. Para isso, só há um instrumento de mudança onde todos tem o mesmo valor, o VOTO.
 
Precisamos sonhar, acreditar em nossas utopias. Acreditamos que é possível construir uma sociedade mais justa, igualitária, onde o ser humano é visto como um ser como um ser humanista e humanizado e não apenas pela condição de representante da espécie animal “Homo Sapiens”
Por tudo isso é que devemos nos unir em torno dos mesmos objetivos. Lute conosco, participe, filie-se, para que num futuro, não muito distante, tenhamos o que comemorar.


Sabe o mudará caso a nova PEC seja aprovada? Um breve resumo na imagem abaixo:




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