20/06/2020 às 15h41min - Atualizada em 20/06/2020 às 15h41min

Troca de ministros e prisão de Queiroz

Confira aqui um resumo do que foi assunto na politica nacional

Ana Paula Nesi
Foto: Divulgação.
• Esta semana foi marcada por duas mudanças ministeriais no governo nacional.
     Desde o inicio da semana, foram debatidos, nos bastidores do Palácio do Planalto, possíveis novos cargos para o então Ministro da Educação Abraham Weintraub, que tem formação em Economia. Na quinta-feira, já com rumores de que ele assumiria um cargo no Banco Mundial, Weintraub anunciou ao lado do Presidente Jair Bolsonaro que deixava a pasta da educação.
 
     Na sexta, o Banco Mundial informou, em nota, que recebeu do governo brasileiro a indicação de Abraham Weintraub para ocupar um cargo de diretor da instituição. Mas o nome ainda terá que ser aprovado pelo grupo na instituição que é liderado pelo Brasil. O mandato do atual diretor termina em outubro e ai então, uma nova indicação poderá ser realizada oficialmente.
 
     Neste sábado (19), foi publicada, em edição extra no Diário Oficial da União, a exoneração do ministro, que já está em Miami. Quem assume o cargo interinamente, é o secretário-executivo Antonio Paulo Vogel.

     Vale lembrar que Abraham Weintraub deixa o Ministério com um histórico de declarações polemicas. Por uma delas, o ex-ministro se tornou um dos investigados no inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e apura a disseminação de fake news e ameaças a ministros do tribunal. Em 22 de abril, em uma reunião ministerial, ele afirmou: “Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF".
 
     Ele também responde a outro inquérito no Supremo, por suposto crime de racismo, por publicar, em abril, uma mensagem em rede social, dizendo que a China se beneficiaria de propósito na crise do Coronavirus, e ainda, na mesma publicação, debochar do fato de alguns chineses, trocarem a letra R pelo L, quando falam português.

     A segunda mudança ministerial aconteceu nesta sexta-feira, onde o ator Mario Frias foi nomeado Secretário de Cultura, sucedendo assim, a atriz Regina Duarte que deixou o cargo há cerca de um mês. Frias têm 48 anos de idade e é o quinto nomeado para a pasta desde o inicio do governo Bolsonaro.
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• Outra noticia que rendeu muito nos últimos dias foi a descoberta feita pela Policia Civil, do paradeiro do ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz. 
     Queiroz foi preso na manhã desta quinta-feira (18), em um imóvel de Frederick Wassef, advogado de Flávio e responsável pela defesa da família Bolsonaro, na cidade de Atibaia, interior paulista.
     Foram cerca de dez dias de campana da Policia tentando confirmar a presença dele no local. A dica do possível esconderijo foi encontrada em um celular aprendido em operação no Rio de Janeiro.
     Queiroz e Flávio são investigados pelo Ministério Pulico e pela polícia do Rio de Janeiro em um suposto esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
 
     As investigações envolvem um relatório do Coaf, que apontou operações bancárias suspeitas de 74 servidores e ex-servidores da Alerj, onde recursos usados para pagar funcionários na Assembleia voltavam para os próprios deputados estaduais. As movimentações suspeitas nas contas de Queiroz somam R$1,2 milhão e aconteceram entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Além de assessor, Fabricio era motorista e amigo da família Bolsonaro.
     Em transmissão ao vivo pela rede social, Jair Bolsonaro afirmou que a prisão foi “espetaculosa”, e justificou o paradeiro do ex-assessor do filho com os dizeres: "E por que estava naquela região de São Paulo? Porque é perto do hospital onde faz tratamento de câncer. Então, esse é o quadro. Da minha parte, está encerrado aí o caso Queiroz".
 
     Já Flávio, declarou que a prisão foi mais uma maneira que encontraram para atacar seu pai. "Encaro com tranquilidade os acontecimentos de hoje. A verdade prevalecerá! Mais uma peça foi movimentada no tabuleiro para atacar Bolsonaro. Em 16 anos como deputado no Rio nunca houve uma vírgula contra mim. Bastou o presidente Bolsonaro se eleger para mudar tudo! O jogo é bruto!", escreveu o senador no Twitter.
 
     O MP do estado do Rio de Janeiro alegou que a prisão de Queiroz se fez necessária, pois o mesmo continuava cometendo crimes e fugindo, além de estar interferindo na coleta de provas. A prisão da mulher do ex-assessor, Marcia Oliveira de Aguiar, também foi autorizada.

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Fonte: Portal de notícias G1
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