04/05/2020 às 19h07min - Atualizada em 04/05/2020 às 19h07min

Aulas remotas iniciam para mais de 20 mil alunos da rede municipal de ensino

Divulgação

 
 
A Língua Portuguesa foi o primeiro conteúdo publicado pelos professores na plataforma Google Classroom. Nesta segunda-feira (4), as aulas remotas iniciaram para os mais de 20 mil alunos da rede municipal de ensino de Criciúma. O horário e o dia de cada disciplina foram definidos por meio de um calendário idealizado pela Secretaria Municipal de Educação. O acesso das aulas remotas pode ser feito pelo Portal Educacional (aluno.criciuma.sc.gov.br/).
 
A aluna Maria Isabel Machado Rocha, do 4º ano, teve sua primeira aula remota nesta manhã e já fez as atividades enviadas pela professora. “É bem legal. Entrar em contato com a professora e com os colegas de novo. É bom porque tem um espaço para mandar mensagem e tirar as dúvidas. A professora fica online até às 11h. Foi normal fazer as atividades pelo computador, já estou acostumada com celular, notebook e vídeo game”, afirmou a aluna da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental (EMEIEF) Professor Jairo Luiz Thomazi.
 
A mãe da Maria Isabel, Andresa Marcos Machado Rocha, ressaltou a importância da implantação das aulas remotas. “O ensino remoto é difícil, mas não tem como deixar eles sem nenhuma atividade. Os alunos precisam desse contato com o professor e continuar o aprendizado. Aqui em casa, fazíamos uma atividade diferente todos os dias para ela, para não deixar com o tempo ocioso”, explicou a mãe da Maria Isabel.  
 
O professor postará as atividades, no período matutino, até às 9h. Já no período vespertino até às 14h. A plataforma Google Classroom também permite que os profissionais programem as atividades. “É um novo momento para a Educação. É um desafio para todos nós, mas estamos nos preparando com capacitações e também com uma semana de teste para que os profissionais conhecessem a plataforma. Agora, é a vez dos alunos e vamos dar assistência para que todos possam ser atendidos e dar continuidades nas atividades”, afirma a secretária de Educação, Cristiane Uliana Fretta. 
 
Já os estudantes que não possuem o acesso à internet, os pais ou responsáveis irão até a escola, quinzenalmente e mensalmente, buscar as atividades. O cadastramento das 900 turmas da rede municipal e, também, a ambientação da plataforma foram realizadas em parceria com a Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI).
 
Pesquisa de acesso à internet
 
O órgão municipal realizou uma pesquisa para saber quantos alunos e professores têm ou não acesso à internet. Entre os alunos, mais de 16,6 mil estudantes responderam às perguntas, sendo que 2% (485) não têm acesso à internet, apenas Wi-fi 65,4% (10.859), somente 3G/4G 4,5% (741) e utiliza das formas 3G/4G e Wi-fi 27.3% (4.531).
 
Mais de 1,4 mil professores responderam aos questionamentos, sendo que 46,7% (656) têm acesso ao Wi-fi, apenas 3G/4G 3,8% (54) e ambas as ferramentas 49,3% (693). Apenas dois professores afirmaram não ter acesso à internet. 
 
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